São muitas emoções, momentos que eu não esqueci. Na verdade todo dia eu faço tudo sempre igual e acordo às seis horas da manhã. Vou no cabelereiro, no esteticista, trabalho o dia inteiro, tentando a tal pinta de artista.
Ah se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho tanto pra contar, dizer que aprendi. Brindo a casa, brindo a vida, meus amores, minha família. A paz invadiu o meu coração, mas se me provocar pode vir quente que eu estou fervendo. E depois me desculpa o auê, eu não queria magoar você.
Vida louca, vida breve. A gente mal nasce começa a morrer. Sei lá, sei lá. Se é loucura então melhor não ter razão. Um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera?Não mesmo!Eu vejo o futuro repetir o passado!Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou...mas ninguem tinha escutado. Brasil, qual é o teu negócio? O nome do teu sócio "confia em mim". E eu sigo reclamando, que país é esse?
Ô abre alas que eu quero passar. Que solidão, que nada, eu preciso é ser amada, eu preciso é ser feliz. Felicidade brilha no ar como uma estrela que não está lá. Amor I love you, amor I love you...e eu não sei em que horas dizer, me dá um medo, que medo... E ironicamente, só porque eu não curto nada de axé, é Ivete Sangalo quem canta no meu final. Eu faria tudo pra te ter aqui mas o dia vem e deixo você ir.
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Divagações de PS - "Os comas"
Em seu leito ele descansa. Através do tubo o ar penetra passivamente. Já não precisa de nada exterior. Os olhos fechados olham para dentro. Psiu!Silêncio!Diz o aviso no corredor. Ele não pode nos ouvir mas talvez esteja se escutando.Segue em coma induzido de glasgow menor que cinco.
Em seu sofá ele repousa. O ar penetra ativamente pelas narinas sem que ele se dê conta. Os olhos abertos olham para fora. Cores, ruídos, sabores. O silêncio por dentro só às vezes interrompido pelo som grave e seco do estômago. Ruídos articulados pelos lábios são a esperança de uma atividade interna. Que nada!Ecos!Segue desavisado em coma acordado não diagnosticado.
Em seu sofá ele repousa. O ar penetra ativamente pelas narinas sem que ele se dê conta. Os olhos abertos olham para fora. Cores, ruídos, sabores. O silêncio por dentro só às vezes interrompido pelo som grave e seco do estômago. Ruídos articulados pelos lábios são a esperança de uma atividade interna. Que nada!Ecos!Segue desavisado em coma acordado não diagnosticado.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
AVATAR
Sim, eu também fui assistir. Avatar é o filme do momento. Fui logo na versão 3D. Uma grande festa tecnológica. Efeitos gráficos, especiais, visuais, cores de todas nuances,lindos cenários, tudo grandioso!
E o roteiro?É de vomitar. Um festival de clichês. O bem contra o mal. O homem mau ambicioso destruindo a natureza. Americanos vilões e americanos heróis mas sempre superiores a qualquer outra civilização mesmo que interplanetária. Só eles tem poder para destruir e só eles podem te salvar!
Pensar que algo tão desprovido de profundidade e valor artístico move multidões aos cinemas nas mais diversas partes do mundo me faz ficar num estado depressivo. O ser humano orgulha-se de ser pensante mas passa a maior parte do tempo recusando-se a pensar. Talvez o longa seja premonitório. Um futuro de seres acriativos conectados a chips e totalmente imersos em perspectivas concretas. Um futuro desanimador.
Vou tentar o filme da Sasha, O Mistério da Feiurinha, são grandes as chances do roteiro baseado no texto de Pedro Bandeira ser um pouco mais complexo.
E o roteiro?É de vomitar. Um festival de clichês. O bem contra o mal. O homem mau ambicioso destruindo a natureza. Americanos vilões e americanos heróis mas sempre superiores a qualquer outra civilização mesmo que interplanetária. Só eles tem poder para destruir e só eles podem te salvar!
Pensar que algo tão desprovido de profundidade e valor artístico move multidões aos cinemas nas mais diversas partes do mundo me faz ficar num estado depressivo. O ser humano orgulha-se de ser pensante mas passa a maior parte do tempo recusando-se a pensar. Talvez o longa seja premonitório. Um futuro de seres acriativos conectados a chips e totalmente imersos em perspectivas concretas. Um futuro desanimador.
Vou tentar o filme da Sasha, O Mistério da Feiurinha, são grandes as chances do roteiro baseado no texto de Pedro Bandeira ser um pouco mais complexo.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Bienvenida Nicaragua
Podia não fazer sentido um reveillon na Nicarágua. E é verdade que eu não sabia ao certo porque havia chegado nem o que iria fazer ou quem encontraria pelo caminho.
Deixei-me então surpreender por banhos de balde, vulcões em atividade , deliciosos tostones con queso, pela pobreza poética das apresentações de gigantona e nano cabezòn.
Na bela praia do Pacífico não resisti e provei o fruto proibido. Mesmo assim, dias depois deparei-me com o paraíso. Desta vez era o Atlântico. Little Corn Island recebia-me com suas maravilhas naturais e vilarejos de simpáticos moradores criando seus macacos em coleiras como cachorros. As águas claras azul turquesa estavam um pouco nervosas e proporcionaram momentos de emoção durante a travessia no barco de pescadores. A noite, um carro de golfe, sete pessoas, risos nicas, brasileiros e canadenses.
Os quinze dias foram tão preenchidos que pareceram meses vividos. E a cerveza toña acompanhou toda a jornada.
O céu escureceu no meu último dia em Corn Island e choveu muito. No quarto do hotel reli um livro, desta vez em espanhol."La vida será una fiesta, un gran festival, porque ella es siempre sólo el momento que estamos viviendo" resumia o meu nem sempre compreendido escritor mais querido.
Eu estava exatamente no lugar onde precisava estar. Voltei abastecida de encantamento pela vida. Quero seguir distraída para que o futuro possa me fazer muitas outras surpresas. Gracias, Nicaragua.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Carta ao Papai Noel

Querido Papai Noel,
Esse ano serei sincera. Quero me confessar. Não fui uma boa menina. Vou começar revelando que na verdade não sou uma menina e sim quase uma balzaquiana. Mesmo assim, fiz muitas maldades.
Odiei todas as pessoas burras a minha volta. Pior, expus suas deficiências e incompetências, principalmente a elas mesmas.
Enfeitei meus dias com comentários sarcásticos que divertiram uns e humilharam outros. E ainda senti orgulho de cada adendo cruelmente original saído do meu cérebro.
Não tolerei as diferenças musicais. Repudiei todos os sertanejos e simpatizantes. Não fui ecologicamente correta. Nem mesmo intencionei ser. Não me preocupei nem um pouco com meus netos. Fiz questão de tomar todos os cafés sem repetir o copo plástico. Dei risada da taxa de mortalidade dos motoboys todas as vezes que eles encostaram no meu retrovisor. Enfim, confortei-me com o sofrimento alheio em muitas situações.
Não, eu não acho isso bonito meu caro Santa. Penso que, o bom velhinho, espécie de divindade e ícone pop do pólo norte, possa talvez perdoar uma simples mortal como eu e até ajudar. Sabe, ando precisando de um psicodisléptico.Alucinógeno,psicomimético, psicometamórfico, essas coisas que não vendem na farmácia, entendeu?
Traz um pouco do que puder. Pode ser cogumelo sagrado, daime, chá de lírio...
Queria começar o ano distorcendo percepções; amando a todos como a mim mesma. Sendo meio assim, uma mistura de Sininho com Smurfete.Uma fofa! Só um pouco menos humana.
Não leve a mal, Papai Noel. O senhor só convive com renas e anões e talvez não me compreenda. Se não vier, eu vou entender. Nem mesmo sei se daria certo. Posso tentar progredir sozinha e sóbria. Feliz Natal!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
"E não nos deixeis cair na convenção, amém!"
Não,eu não vou esticar os lábios e curvar os ombros como eles querem. Viver é levantar os braços e mostrar os dentes.
Quero ter a coragem de pular da ponte sem verificar a profundidade da represa. Não me importa que a maioria não pule. Mais um motivo para pular, aliás. Não vou me camuflar por entre as folhas. Não vou fingir ser parte qualquer da floresta. Venham os predadores que já não me importo!Eu só preciso sentir minha alma exposta.
Chega de conselhos. Estou farta de conselhos-padrão. Não há nada pior do que o padrão.
Vou esticar os ombros e relaxar os lábios. E aos possíveis incomodados, eu levanto o dedo. O do meio,é claro.
Quero ter a coragem de pular da ponte sem verificar a profundidade da represa. Não me importa que a maioria não pule. Mais um motivo para pular, aliás. Não vou me camuflar por entre as folhas. Não vou fingir ser parte qualquer da floresta. Venham os predadores que já não me importo!Eu só preciso sentir minha alma exposta.
Chega de conselhos. Estou farta de conselhos-padrão. Não há nada pior do que o padrão.
Vou esticar os ombros e relaxar os lábios. E aos possíveis incomodados, eu levanto o dedo. O do meio,é claro.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Vida Rimada
O que posso fazer
se a minha vida tá rimada
a cabeça atordoada
vou vivendo meio dada
com jeito de retardada
não vou agir como culpada
se a morte tá datada.
Como posso quebrar
essa rima tão rimada
metricamente escrachada
a crítica encurtada
convicção dilacerada
lucidez escravizada
é a dor desgovernada
angústia angustiada
atitude vomitada
revolta desfocada
dentro do meu coração.
se a minha vida tá rimada
a cabeça atordoada
vou vivendo meio dada
com jeito de retardada
não vou agir como culpada
se a morte tá datada.
Como posso quebrar
essa rima tão rimada
metricamente escrachada
a crítica encurtada
convicção dilacerada
lucidez escravizada
é a dor desgovernada
angústia angustiada
atitude vomitada
revolta desfocada
dentro do meu coração.
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